Pode ser 2h37 da manhã e você, de novo, sem entender o que sente.
O celular vibra mais uma vez. As mensagens dele se alternam entre desculpas e cobranças: "foi só uma vez", "você nunca me dá atenção mesmo", "você sabe que eu te amo", "você também tem culpa".
E em algum momento, baixinho, uma pergunta sobe do fundo do peito: isso é mesmo amor?
Quero te dizer uma coisa com toda a delicadeza: você não está louca. Não é carente. Não está pedindo demais. Em algum momento, te ensinaram que migalha era banquete, que esperar era amar, que se anular era ser parceira. E você acreditou, porque foi o que te mostraram.
A boa notícia é que toda confusão tem um nome, e quando a gente finalmente nomeia o que sente, ele para de mandar na gente. É essa mão que este livro estende para você.